quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Chocolate Quente no Café de Flore

Mês de novembro aqui na França geralmente é sinônimo de tempo cinzento, chuvoso e dias escuros! Nunca me acostumei com essa época do ano!
Mas o que pede um tempinho desses?

Um café? Um chazinho? Um chocolate quente?

Vamos direto para a bomba calorica do chocolate quente! E nada melhor do que escolher um famoso café, refugio de intelectuais como Simone de Beauvoir, Sartre, artistas como Picasso, Giacometti, e famoso igualmente pelo chocolate quente!
Que tal o Café de Flore, no coração do bairro Saint Germain des Près em Paris?

O chocolate quente Custa 7,50€ (em novembro/2016), mas é realmente delicioso. Menos cremoso que o do Angelina, mas talvez por isso mesmo mais facil de beber! Quando a gente vê, ja acabou!


Atualmente o local é muito frequentado pelos turistas, pois a fama do Café de Flore é internacional. Porém geralmente são turistas educados e o ambiente é tranquilo.

Para quem deseja fazer essa escapada com crianças, o local não é equipado para carrinhos, então nos propuseram a terrasse aquecida. Realmente no interior os corredores são apertados assim que as mesas pequenas, e o nosso carrinho de bebê é bem grande. O local também não é equipado com trocador, mas o banheiro (no andar de cima) é relativamente espaçoso e tem espaço na pia de marmore para colocar seu proprio trocador, para quem precisa.
Ou seja, mesmo se o local não é especialmente concebido para crianças pequenas, eles aceitam sem problemas, até porque nossa Mademoisellese comportou muito bem!

Informações Praticas:
Café de Flore:
172 BD st Germain - Paris 6ème
Aberto todos os dias de 7h30 à 1h30, não aceita reservas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Motivos de tanta ausência...

Primeiro o cansaço das ultimas semanas de gravidez, depois, enfim, minha filhinha que nasceu no dia 18 de setembro e que não deixa nenhum minuto para mim!!!



Espero voltar em breve!!!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

From Croatia with Love!

Este ano fizemos algumas viagens não muito longas, mas devido à minha gravidez avançada tivemos que cancelar os projetos de "grandes férias de verão". Não programamos nada com muita antecedência pois mesmo se tudo estava correndo relativamente bem, tive um probleminha de saude no inicio de abril (não era relacionado à gravidez mas a situação ficou bem estressante devido à ela), em seguida um susto na noite anterior à nossa viagem para a Lituânia (acabei viajando mas tive que baixar o ritmo). 

Foi então de ultima hora que decidimos fazer uma viagem não muito longe para curtir nossos ultimos momentos à dois antes de MUITO tempo, já que as "semanas atualmente são contadas", e mesmo se algumas companhias aéreas aceitam gestantes até 34 semanas, risco sempre existe e estar longe de casa pode ser um motivo de estresse para algumas mulheres.

E o destino escolhido foi a Croácia!

O objetivo era um lugar não muito longe (da França, onde moramos), com praia, sol para curtir sem estresse, e alguma coisa mais cultural/historica para o meu marido não se entediar!


Voltamos ambos satisfeitos e apaixonados pela Croacia!


Há alguns anos o turismo para a Croácia tem se desenvolvido muito. Os europeus foram seduzidos pela proximidade geográfica (algumas cidades ficam à 1h30 de vôo de Paris!), pela beleza das praias, reservas naturais, cidades historicas, sem contar os preços, que ainda são interessantes!

 Nosso destino foi a cidade de Pula, com muitos sitios arqueologicos da época romana, não muito longe da Italia.  Apesar de ser alta temporada (verão) e os turistas numerosos, nada que nos sufocasse. Pula é uma cidade costeira, mas as praias ficam um pouco mais longe, de facil acesso em transportes publicos.

 As aguas são transparentes, porém não tinha areia, eram pedras! 




Passamos dias muito agradaveis longe da agitação do dia a dia e ainda trouxemos para casa as fotos "oficiais" da gravidez. E tudo isso sem gastar muito!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Comer bem na França

Que a França é o país da gastronomia todo mundo sabe, mas escolher um bom restaurante nem sempre é facil, com tantas opções! São 80 mil restaurantes dos quais 20 mil servem a cozinha dita francesa (os outros disponibilizam sobretudo uma cozinha internacional/ estrangeira).
Não é preciso ir nos restaurantes estrelados e caríssimos para comer bem, mas alguns cuidados são necessários para evitar decepções.

Listei alguns pontos a serem levados em conta.  Espero que possa ajudar:

- Escolha do restaurante: 
Pode parecer óbvio, mas o melhor é fugir dos eixos muito turísticos. Um restaurante em plena Champs Elysées? De frente para a Notre Dame? Mesmo que esteja lotado de turistas, raramente é uma boa opção. Você vai provavelmente pagar caro por uma refeição medíocre e com fortes chances de um serviço ruim, pois a equipe está acostumada a atender uma clientela de passagem, que não vai voltar, então eles não fazem nenhum esforço para agradar e fidelizar o cliente.
A melhor opção é se afastar um pouquinho, uma ruazinha calma, mais escondida. Prefira os restaurantes que não estejam vazios (vazio uma sexta ou sábado à noite = mau sinal) e de preferência com clientes franceses no meio! Claro que sempre haverão turistas, ainda mais se for em Paris, então não espere encontrar aquele restaurante onde "nenhum" turista vai.

Outro indício são os horários de abertura: os "bons restaurantes" abrem para o serviço do almoço (por exemplo entre 12h-14h) e jantar (19h-22h). Dificilmente se encontra um bom restaurante que sirva às 16 ou 23h. Perto dos lugares turisticos existem muitos, que se intitulam "non-stop" (que servem à qualquer momento), que pode ser uma mão na roda para o turista que geralmente sente fome fora dos horários habituais... mas mais uma vez não será a verdadeira gastronomia francesa que é servida por ali...

- Suspeite de um Cardápio muito extenso:
Muitos clientes se enganam optando por um restaurante com cardápio enorme, pois assim acham que cada um encontra um prato que convém. Porém é justamente o que se deve evitar! 
Um restaurante de qualidade não consegue cozinhar todos aqueles pratos na hora e com produtos frescos! O risco é que a matéria prima ou mesmo o resultado final sejam pratos congelados... Se é para comer congelado ou pratos feitos, sai mais em conta comprar em supermercados como Monoprix e esquentar no microondas...

- Rapidez do serviço: mais uma vez podemos esperar que os pratos sejam servidos rapidamente, como sinal de eficiência, o que não é nada de bom agouro!!! Não tem como preparar um bom prato "na hora" e servir em 5 minutos, a não ser que ele seja requentado no microondas...

- Sempre o mesmo cardápio, independente das estações do ano, indica mais uma vez o uso de produtos congelados... Morangos em dezembro? Saint-Jacques em julho? Aspargos em novembro? Indica que ingredientes frescos passam longe desse restaurante!

- Sempre os mesmos peixes: salmão, dourada, cabillaud, sempre em pedaços e nunca um peixe inteiro... Hum, mau sinal!

- Apresentação "muito" perfeita.
Batatas fritas retinhas, todas do mesmo calibre? Legumes cortados à perfeição? Sobremesas sem nenhum defeitinho? Hmmm, perfeição dificilmente rima com feito à mão...

- Desconfie de preços muito baratos para produtos nobres. Lagosta à 18€? Fois Gras, trufas ou outros produtos considerados de primeira qualidade em um menu baratinho? Não dá para fazer milagres, os cálculos não fecham!

Enfim, uma boa opção é o dito "prato do dia" (plat du jour). Há fortes chances de que os ingredientes sejam fresquinhos e preparados no dia.

Dicas do que comer? Veja esse post mais antigo.
Bon appétit!






terça-feira, 14 de junho de 2016

Uma nova aventura em vista!

Fiquei pensando milhões de vezes se falaria aqui no blog, ou de que forma contaria a novidade. 
Estou grávida. Pronto, falei, para que enrolar ainda mais para contar?

















Primeiro pensei esperar os 3 meses para anunciar (o que se costuma fazer aqui na França), mas foi sempre acontecendo alguma coisa e eu achava que nunca era o momento.

A minha gravidez causou muita surpresa ao meu redor, tanto da família, dos amigos quanto dos colegas de trabalho.
Muitos vieram me dizer: "mas eu achei que voces não quisessem ter filhos!"

Bom, não é questão de me justificar, mas acho bom colocar os "pontos nos is":

Eu nunca gostei dessa pressão para engravidar assim que a gente se casa ou atinge uma certa idade, e foi sinceramente o que senti desde o casamento. Se antes eu nunca tinha pensado muito no assunto "ter filhos ou não tê-los", quando me casei, no início o mais importante era curtir o marido, a casa, nossa vida à dois, e ao mesmo tempo desenvolver a minha carreira aqui na Franca.

E a gente estava tão bem na nossa vida que o assunto filhos nunca foi tema de debate no nosso casal. Muito rápido as pessoas vinham nos perguntar e a gente respondia que ainda não era hora, e aos poucos acho até que comecei a ser totalmente meio grossa, pois sinceramente para mim essa é uma decisão do casal. Para a maioria da população é tão "natural" ter filhos, como se fosse impossível para um casal imaginar a vida sem, como se não tivessem muitas vezes nenhum outro interesse em comum.

Sem contar que se a gente não tem filhos, somos logos rotulados de "egoístas", e para mim egoístas eram mais as pessoas que diziam "com filhos nunca mais vou me sentir sozinha; deixarei algo para a posteridade", e por aí vai. Eu sempre gostei de estar sozinha e a vida de casal nem sempre foi fácil para mim por causa disso. Então, nenhum medo de ficar sozinha. Meu marido é bem "grude", muito conversador, não me deixa tranquila nem um minuto, toda hora precisa me contar alguma coisa, colocar uma música, me mostrar algo. Imagina uma criança full time?

Talvez também por ter começado a aproveitar a vida relativamente tarde e ter me tornado "independente" mais tarde, eu ainda queria viver muitas coisas, e uma delas era viajar.
Sei que muita gente viaja com crianças ou mesmo com bebês, mas tanto meu marido quanto eu achamos que algumas viagens a gente evitaria fazer com crianças (no inicio), tanto pelo ritmo cansativo quanto pelas dificuldades locais. Se quando você está na sua casa não vai a um aniversário porque o filho amanheceu com febre, diarréia ou vômitos, imagina estar com um vôo programado ou já estar do outro lado do mundo sem conhecer nenhum médico ou hospital de confiança, e as vezes sem falar a língua? E assim a cada vez a gente tinha um projeto e adiava a decisão.

Alguns ainda me diziam: um dia vai cair a ficha, vai bater "aquela vontade". Esperei até os 35 anos e não caiu a ficha. Na minha cabeça me sentia superjovem e poderia esperar ainda uns 5 anos, mas como mulher, a gente vai lendo e vê que não temos "todo o tempo do mundo". Sim, algumas mulheres têm o primeiro filho aos 42 anos, mas isso é muito mais a exceção que confirma a regra, e não é sem riscos. Foi então que começamos a pensar seriamente e dia 1o. de janeiro tomamos a nossa decisão: vamos começar a tentar, se der certo é porque era para a ser, se não der certo não seremos infelizes sem filhos.

15 dias depois a menstruação não veio. 
Depois vieram todas as confirmações: teste de farmácia, de laboratorio, ecografia... E a ficha ainda não caia que eu estava "supergrávida". 
Hoje já se passaram alguns meses, estou com 25 semanas e posso dizer que estou vivendo uma gravidez muito tranquila, estou muito de bem com a vida e comigo mesma, não tive náuseas, enjôos, a tal ponto que a minha vida segue praticamente tão normal que não fosse a barriga (e seios) que não entram mais nas minhas roupas, os movimentos, um pouco mais de cansaço e vontade de comer algumas coisas outras não, tudo pareceria igual.

Tenho me sentido tão "zen", antes coisas que me preocupavam sobre a gravidez ou ter filhos agora nem me passam pela cabeça ou então eu penso "isso não é tão importante". Tenho a impressão que estou vivendo o momento presente, não consigo ainda me projetar para o futuro e nem quero que as pessoas me apressem.

Tudo no seu tempo.
Parece que de novo tenho todo o tempo do mundo...