segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Museu Bourdelle, um pedaço do paraíso

Há alguns anos meu marido queria me levar no Museu Bourdelle e eu sempre recusei por preconceito do bairro em que ele está situado, perto da Torre de Montparnasse. Realmente não gosto desta parte da cidade e evito de ir a todo custo!

Desta vez, em um lindo domingo do final do verão acabei aceitando e foi uma experîencia mágica e inesquecível!

 A alguns passos da Torre de Monteparnase (e toda a sua feiúra) se encontra o Museu Bourdelle com seu magnifico jardim, um oásis de Paz nesta parte da cidade propício ao calma e à meditação.
Trata-se do local onde o escultor Antoine Bourdelle (1861-1929) viveu e trabalhou. Foi ele mesmo que plantou a maioria das árvores do jardim onde hoje se encontram algumas de suas peças em bronze.

 
Se o jardim é muito bem cuidado, florido e verdejante, nosso local preferido é o atelier do artista que foi conservado intacto. A gente se sente fora do tempo e do espaço.
 

 Uma visita fantástica que hoje me arrependo de não ter indicado mais cedo! Porém, sem dúvida, muito mais agradável nos bons dias.

Outra vantagem? A entrada aos jardins e o acesso à coleção permanente é gratuito o ano inteiro!

O que esta esperando?

 Crianças são muito bem vindas, inclusive muitos moradores do bairro trazem os bebês para passear nos jardins (apesar disso o local é muito silencioso e calmo)

Informações práticas:

Aberto de terças à domingos, de 10h à 18h (fechado segundas e certos feriados)
18, rue Antoine Bourdelle
75015 Paris
Metrôs : Montparnasse - Bienvenüe // Falguière
Ônibus : n°s28, 48, 58, 88, 89, 91, 92, 94, 95, 96

Angelina e suas delicias

Ha alguns anos que a gente não colocava os pés no Angelina (o "verdadeiro", na rue de Rivoli em Paris, proximo ao Louvre e da Praça de la Concorde).
Ontem o domingo cinzento estava bem convidativo para um chocolate quente em um local bonito e agradavel. Não resistimos!

Eram 16h, hora do "lanche da tarde" para franceses (e ingleses e outros), então era certo que teria fila. 30 minutos de fila e chegou a nossa vez.

O chocolate quente do Angelina continua sendo para mim o melhor que ja provei. Ele é ontuoso, um doce por ele mesmo.  E o Mont Blanc é o doce "assinatura" do Angelina, desta vez uma receita nova (o tradicional ainda existe) com um toque de pralines.

Fomos surpreendidos agradavelmento ao tratamento dado às crianças, principalmente à minha que ainda é pequena e não consumia. Nos dera uma mesa relativamente grande (espaço em restaurante é coisa rara por aqui!), emprestavam uma cadeirinha de bebê e ela ganhou lapis de cor e um desenho para colorir.

Atendentes super atenciosos. Inclusive tinha um trocador no banheiro (mais uma vez coisa rara por aqui) cujo acesso é facil (não é no subsolo nem no andar superior como é muito comum). 
Ou seja, voltaremos com certeza ainda muitas vezes com a Valentine que adorou o chocolate quente e a chantilly!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Por que a Bulgária?

Este ano eu queria muito fazer uma grande viagem de férias de verão, e para mim grande viagem quer dizer viagem "longe" já que teríamos 3 semanas para aproveitar.

Mas quem diz que o meu marido queria? Ele não queria de jeito nenhum uma longa viagem de avião nem muita diferença de fuso horário. Foram muitas discussões, pesquisas, até que um dia ele chegou com a idéia da Bulgária.

Na hora não me atraiu de jeito nenhum. Mesmo se sou bem aberta, não queria "desperdiçar" as férias anuais em uma viagem que não era a viagem "dos meus sonhos". Por uma semana ou alguns dias eu néao via nenhum inconveniente, mas por 3 semanas me parecia bastante. Pesquisamos outros destinos, preços, etc, até que de mau humor aceitei a Bulgária e comprei as passagens de ida e volta para Sofia (capital do país) antes que subissem muito. E disse ao meu marido que agora era com ele de preparar o noss "circuito"!!!
 
E para a minha grande supresa, foram 3 semanas maravilhosas! Claro que o principal foi a companhia da minha maravilhosa filha que se mostrou uma grande parceira de viagens e sempre de bom humor.

Mas descobrimos um lindo país com pessoas adováveis e muita diversidade: uma cidade animada e agradável como Sofia com museus de qualidade e lindas igrejas, cidades antigas e cheias de charme como Plovdiv et Veliko Tarnovo, e do outro lado, as cidades balneáreas do Mar Negro, como a dinâmica e alegre Varna, a turística e imperdível Nessebar e Sozopol de ar bem mais calmo e ainda preservada e cantos selvagens.
Sofia:

Plovdiv:

Veliko Tarnovo:

Varna:

Nessebar:

Sozopol:


 Foi tão bom que eu não queria mais voltar!

Dificuldades?

A principal é a barreira da língua. Em muitos lugares as pessoas não falam nem entendem nenhuma palavra em inglês. A gente pergunta onde fica a "bus station" e nos olham apavorados como se fossemos um ET! Ou então eles nos explicam (aparentemente) direitinho mas na língua deles, só que a gente não entende nada... As pessoas mais antigas, como segunda língua falam e entendem o russo (utilizam o alfabeto cirílico), somente os mais jovens estão se abrindo atualmente ao inglês. Por isso para nós foi importante nos munir de um bom livro de turismo com o máximo de informações possíveis e localizar as hospedagens com antecedência.
 
A segunda são as distancias. Sofia fica bem no extremo esquerdo do país e as praias do lado direito. Então podemos dizer que atravessamos o país de leste à oeste (e depois de oeste à leste, mas foi de avião para ganhar tempo), e pode ser complicado (com um bebê ou crianças) esses longos trajetos.


Facilidades:


Os preços dos transportes (locais e longos deslocamentos) são bem em conta. Para hospedagens e refeições é bem mais barato que a Franca, mas 3 semanas  pode pesar no orçamento.

Existe tudo o que precisamos para o bebê! Potes de qualidade de comida pronta, com marcas orgânicas e reconhecidas como HIPP e a marca Babylove das lojas DM que encontramos na Alemanha.

Fmos aceitos em todos os lugares com bebê, museus (sempre nos deixaram entrar com o carrinho) e restaurantes (geralmente tinham cadeirinha disponível). para os hotéis agora sou bem mais atenta, antes de reservar leio bem se crianças são bem-vindas (e não simplesmete toleradas) e dou preferência para quartos mais espaçosos e que possam emprestar um berço para o bebê. Quando pesquisei notei que alguns quartos são pequenos e não acolhem cama extra (nem de bebê) e outros não possuem para emprestar.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Viajando com bebê

Ando sumida, mas não quer dizer que ando trancada em casa sem viajar nem passear mais...

Claro que com um bebê muito pequeno (ou 9 meses que é a idade atual da minha filha), a gente pensa muito bem antes de escolher a nossa programação, tem que ser agradavel para ela e para nos.

Até agora o que fizemos:

1. Uma primeira viagem de trem para a Normandia (2h40 de trem) quando ela tinha 1 mês.
Na volta houve muito atraso (um acidente com o trem que vinha na frente), chegamos às 2h da manhã em casa, mais de 3 horas de atraso presos no trem, mas ela não chorou nem incomodou nada!
2. Com 3 meses levamos ela para passar o Natal com a minha familia no Brasil. Durante os vôos tudo foi perfeito, pela primeira vez ela dormiu a noite inteira. Infelizmente ela ficou doentinha no Brasil, tivemos que correr para médico, e vimos o quanto é importante viajar SEMPRE com um seguro viagem!!! Até então nunca tinhamos usado.


3. De volta para casa, janeiro entramos em pleno inverno europeu, mas bem quantinha nada nos impedia de sair com ela para cima e para baixo!


4. Em abril fomos para a Alemanha. Ela não gostou muito do avião desta vez, mas adora viajar de trem. Adora museus, restaurantes, parques... Eh uma excelente companhia!




5. Ela curte muito a vida parisiense, atividades culturais e a natureza!



6. E ontem estivemos no Festival Medieval de Provins, ela adorou! Ou seja, não nos privamos de nada com ela. Porém tudo exige um planejamento ainda mais organizado, preparar a bolsa sem esquecer de nada, e voltamos felizes mas é bem mais cansativo. 


Confesso que antes de ter a minha filha realmente eu tinha muito medo de virar muito sedentaria e não "fazer mais nada". Inclusive era a primeira coisa que as pessoas nos diziam quando ficavam sabendo da minha gravidez "agora vocês vão se acalmar!". 
Nada disso aconteceu! Temos muita vontade de mostrar o nosso mundo para ela, e cada vez estamos mais motivados pois ela parece muito feliz com todas as descobertas. O importante é respetar o ritmo do bebê (os soninhos, hora das refeições, de dormir, que ela possa se movimentar, brincar). Estou inclusive convencida que é muito bom para o desenvolvimento dela!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Paris, Sempre Paris

Paris sempre linda. Mais de 8 anos morando aqui e ainda me maravilho com tudo!



 Um domingo tranquilo e ensolarado para passear em familia. E filhinha adorou!